terça-feira, 24 de novembro de 2015

Boa noite, “navegadores”!

O décimo encontro foi realizado no dia vinte e sete de outubro de dois mil e quinze.
            Esta aula teve um caráter um pouco mais expositivo, em que o professor Luiz Fernando apresentou à turma três textos/aulas: “Hipertextos Multimodais – Revendo o conceito de Multimodalidade”, “Multimodalidade e Leitura de Imagens: a construção de sentidos em textos verbo-visuais” e Abordagem semiótica para leitura de imagem  -  Proposta de Roland Barthes para a análise de imagens”.
            Estes três textos são, na verdade, resenhas/aulas preparadas por Luiz Fernando com base em outros materiais.
            A partir da leitura do primeiro texto “Hipertextos Multimodais – Revendo o conceito de Multimodalidade”, podemos destacar alguns pontos importantes.
            Tudo que é posto em algum lugar é expressivo. É importante perceber o espaço topográfico que a imagem está posta na página, o tamanho...
            Mais uma vez foi argumentado que o leitor não é autônomo ao ler um hipertexto, pois através da “saliência” o produtor  do material induz a leitura.
            Fizemos uma pequena análise no site do Youtube e percebemos o quanto ele é comercial.
            De acordo com o texto, para Ted Nelson o hipertexto é não-linear, mas vale ressaltar que o “não-linear” de Ted não está associado a leitura, mas a indexação.
            Chegamos ao conceito de “Multimodalidade hipertextual”, que são as relações texto-imagem-som-gesto-espaço que ocorrem em ambientes exclusivamente digitais, por meio dos links (hipertextos)”.

            Veja o quadro conceituando cada modo de expressão citado no conceito de multimodalidade:


           Paralelo as leituras foram recomendados o acesso ao “Portal da Educação”, no youtube, e as palestras de Leandro Karnal, também no youtube.
            A partir da leitura do segundo texto “Multimodalidade e Leitura de Imagens: a construção de sentidos em textos verbo-visuais”, pudemos realizar diversas reflexões sobre os modos de representação não-verbais.
            O verbal não é só verbal e o não-verbal também não é só não-verbal. Não podemos fazer esta separação.
            A multimodalidade é um gênero hibrido e aqui a concepção de texto é ampliada.
            A concepção de imagem adotada é como “representação visual”, pois são artificialmente criadas.



            Atribuímos sentido as imagens de acordo com a nossa cultura, tanto  quem produz quanto quem ler.


                                       Todos os olhos – Capa do disco de Tom Zé.

            Um conceito importante é o de Pictorização, que, em termos simples, seria a palavra que se transforma em imagem.
            Outro conceito interessante é o de “Inscrição indicial”, ou seja, algumas coisas precisam de nomes para ser identificadas, outras não.
            Por último, o professor fez uma breve exposição do texto “Abordagem semiótica para leitura de imagem  -  Proposta de Roland Barthes para a análise de imagens”, com o objetivo que fizemos análise de algumas imagens.
            Seguindo a linha de pensamento da abordagem semiótica de Barthes podemos afirmar que normalmente  é escolhida uma imagem para representar o todo. Esta imagem passa de Denotativa  para Conotativa.
            É importante ver o valor simbólico das imagens.
            Segundo Barthes a imagem passa por uma redução.
Ao final do encontro, o professor Luiz pediu para que pesquisássemos análises dos quadros “Antropofagia” e “Abaporu”, de Tarsila do Amaral.
Próxima postagem seguimos com as analises das imagens.

Até a próxima!





            

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